terça-feira, dezembro 15, 2009

Confissoes - faltava eu

- Algures durante o meu Ensino Básico tive uma fase de passar a ferro. A minha mae emprestou-me um de verdade para passar os guardanapos. Será escusado dizer que dei cabo dele em menos de dois dias. O meu sonho foi destruído. Ser empregada doméstica para mim nao dá.

- Quando era pequenina e fui a França com o 9. ano, tentei ser uma miuda fixe e fazer o que os outros fizeram: roubar uma goma, mais propriamente, um beijinho de açucar, ao qual fui redondamente apanhada. Os que conseguiram roubar umas 20 gomas olharam para mim com ar de choque. A partir daí nunca mais olhei para as mesmas gomas a mesma forma. Ser ladra para mim nao dá.

- Uma vez alguém muito fofinho deu-me um estojo com mil coisas a Barbie. Usei o que mais precisava (a borracha e a régua) e como nao gostava do estojo e estava em muito boas condicoes, resolvi eu embrulha-lo e dar a uma amiga minha. Sem a borracha e a régua. Inteligente.

- Um dia, o meu vizinho e eu acabámos com uma caixa de kit kat que o meu pai tinha compado.
Acabei a tarde, sentada nas escadas do hall da entrada do meu prédio, agarrada à minha barriga.

- Quando passava as tardes em casa, nos meus 12 anos de idade, mandava caroços de azeitonas as cabeças dos miudos que estavam a brincar nas garagens. (vivo no 7. andar)

- Sempre que estava em casa da minha avó, os meus pais diziam-me a mim, à minha irma e ao meu primo: portem-se bem. Mal batiam a porta iamos buscar uma moldura de quarto gigante e desciamos as escadas em grande velocidade como um tobogan.

- Quando media 1,35m armava-me em macaquinha e pendurava-me no corrimao das minhas escadas de caracol. 15 degraus abaixo de mim, cerca de 3 m. Autointitulava-me de Pocahontas.

- Tinha cerca de 30 peluches da imagnarium, cada um com a sua propria historia inclusive o casal gay : porco y hipopótamo e uma cobra que era professor de música.

- Andei no Virgílio Caseiro. Ele dizia que se queriamos ir a casade banho, quando voltassemos teriamos de tocar uma musica na flauta porque tudo o que fazemos tm um preço. Como ninguem queria isso e morrer de vergonha, todos aguentavamos o xixi. Numa tarde de inverno, quando o meu pai chegou para ir buscar, ia desmaiando nos seus braços de tanto querer fazr xixi e nao poder.

Os meus pecados sao mais coisas humilhantes que outra coisa... assim de repente nao me ocorre mais nada...!!

sábado, maio 23, 2009

Fim de Stock

domingo, dezembro 07, 2008

contradição de Bateson (a meu ver)

Bateson conclui (empiricamente) que é necessário aceitar a ideia de que o mundo vivo não será jamais um facto previsível., ao que questiono: então nada é empírico? Isto não é uma contradição (lógica)?

sexta-feira, março 28, 2008

Confessions

Estou chocadíssima com a invasão de tal autoridade ao nosso bendito blog. Como tal, e para que não restem dúvidas sobre a minha correcta conduta de cidadã portuguesa, escreverei um breve texto onde exponho todas as minhas transgressões aos 10 mandamentos.
Aqui vai... e por ordem cronológica:

- quando era uma criancinha inocente e acompanhava a minha Mãe a uma ida à retrosaria, apaixonei-me por um carrinho de linhas de cor rosa choque e discretamente surripei-o da maquineta em que ele estava exposto;

- uns anos mais tarde, a minha Mãe ofereceu uma caixa de chocolatinhos a uma menina pequena, filha de uns amigos dos meus pais. Na confusão da partida dos visitantes, eu e a minha irmã, que estávamos danadas por a míuda ter ficado com os nossos chocolates, resolvemos mete-los de novo no seu devido lugar de forma a que mais ninguém se lembrasse deles. Para nossa grande infelicidade a menina lembrou-se da sua propriedade quando estava a entrar no carro e gritou desesperadamente "Os meus chocolatinhos! Os meus chocolatinhos!". Eu e a minha irmã olhámos uma para a outra e dissemos em coro "Estão dentro do carro! Estão dentro do carro!". O desfecho da história foi ver o carro ao fundo da rua, com uma criança triste colada ao vidro do carro. Quase que ainda podia ouvir os seus lamentos "os meus chocolatinhos".

- quando a casa que fica ao lado da minha em Monção estava em obras, achei por bem dar uma ajudinha aos construtores e tratei de pegar nas latas de tinta branca que lá estavam e num pincelinho e pintar as paredes. Como é de esperar, as paredes que não tinham qualquer tratamento e estavam tudo menos prontas para serem pintadas, ficaram de sonho.

- na feira de Monção, havia uma grande banca que vendia botões, daqueles mesmo mesmo mesmo lindos, cheios de brilhantes e pérolas e feitios. Escusado será dizer que adorava encher os bolsos com aquelas jóias valiosas.

- o meu maior acto de rudeza para com alguém teve como vítima a minha professora do 2ºano da escola primária, a quem resolvi oferecer pelos seus anos um desodorizante.

- uma vez estava a tomar conta de uma bebé e roubei-lhe um cereal do seu lanchinho.

- durante a minha infância fartei-me de comer tortas de chocolate sozinha, que tratava de fazer desaparecer do armário das guloseimas.

- mais recentemente, roubei uma peça de fruta das cantinas...

Não sei... poderia ficar aqui o dia todo a enunciar todos os meus pecados. Sou má má má como as cobras. Por favor, levem-me para uma casa de correcção!

Ah...espera....sou maior de idade. Bolas=|

Já dizia o outro "O que nasce torto tarde ou nunca se endireita".

terça-feira, março 04, 2008

Wanted

No passado dia 16 ou 19 de Fevereiro (não tenho a certeza da data porque já não dá para ver no sitemeter), entrou alguém no nosso blog cuja proveniência era indicada como: fbi.org, Chicago.
Ora então vamos lá a saber qual de nós é que eles procuram. Para tal, proponho que confessemos as nossas infracções à lei. Aqui ficam as minhas:

- andar frequentemente acima da velocidade permitida e passar, de vez em quando, por motivo de distracção, sinais vermelhos;

- estacionar fora das demarcações destinadas para o efeito, o que ultimamente me tem valido umas multas;

- andar sempre a cantar por casa, elevando o volume da voz sobretudo quando estou sozinha, o que perturba o direito dos vizinhos ao descanso e à sanidade mental;

- ir, por vezes, até à varanda da minha casa com o cabelo todo desalinhado e com o meu robe verde alface, arriscando-me a fazer uma qualquer criança que brinque na rua desmaiar com o susto;

- emprastar pessoas que se passeiam inocentemente pela rua, devido ao meu passo rápido e/ou à minha cabeça na lua.

- ah, e há uma horrível, mas que já tem muitos anos: obrigar, na escola primária, os meus coleguinhas de sala a ouvir-me repetir o texto do dia, depois de ele já ter sido lido em voz alta por todos os alunos, porque entretanto já o tinha decorado e queria que eles me ouvissem a dizê-lo sem olhar para o papel...

Como vêem, não tenho feito umas coisas bonitas, mas não me parece que seja de mim que o fbi anda à procura... Vá, confessem-se!

domingo, janeiro 06, 2008

Uau! Só agora é que dei conta que este blog já existe há mais de um ano! Nem dei pelo tempo passar! : )

domingo, dezembro 16, 2007

Tupilak


A natureza verdadeiramente efémera da arte e design Inuit (outra semelhança entre os Inuit e os Balineses) é melhor ilustrada através do tupilak que, segundo a tradição, é esculpido e deitado fora pelos Inuit da zona costeira da Gronelândia. Tupilak, que significa "fantasma nocivo" na maioria das línguas e dialectos dos Inuit canadianos, descreve as pequenas esculturas de marfim.
Encaixam-se facilmente na mão, como todas as verdadeiras esculturas Inuit, e faltando-lhe a base, não consegue ficar em pé "como deve ser".
A sua função era, originalmente, absorver todos os sentimentos e emoções más e violentas do escultor. Assim que ficavam pronttos e belamente rematados, o escultor atirava o tupilak para o mar ou para um richo, exteriozando e libertando a sua raiva e hostilidade, e deixando o escultor e a sua familia limpos de agressividade e ódio.
Recentemente, o Governo dinamarquês e as organizações turísticas da Gronelândia recolheram os tupilak como esculturas preciosas para os coleccionadores. é irónico que a raiva e agressividade inuit sejam transformadas num produto que os turistas são incentivados a comprar.

Victor Papanek

Tupilak

sábado, dezembro 15, 2007

Porque no fundo somos...

...e sempre seremos, por mais que pensemos que não, desconhecidos para nós próprios.

E é assim, sem querer, que nos momentos mais inoportunos conseguimos surpreender o mundo e a nós próprios. Porque se já nos tivéssemos descoberto em total plenitude, não seríamos desafiantes nem viver teria o mesmo sabor.

domingo, outubro 28, 2007

Art Nouveau




não resisto a "puxar a brasa à minha sardinha" e ser um bocado feminista (eheh)

terça-feira, outubro 16, 2007

No fundo somos como...

... uma manta de retalhos

Gostamos de alguém (penso eu, porque nesta coisas estamos sempre a mentir) pela visão que temos do conjunto de "retalhos" que formam a pessoa. Mas há os diversos momentos em que a olhamos pormenorizadamente. Nessas alturas, encontramos retalhos que achamos preciosos, raros, que realçam a beleza do conjunto. Mas, como nas mantas, geralmente há sempre um ou mais retalhos que saltam fora do padrão estabelecido e que quebram a harmonia do todo. Se nos fixarmos muito neles, deixaremos de conseguir ver a beleza da manta; se afastarmos um pouco o olhar, talvez vejamos que não são suficientes para quebrar o encanto da mescla de cores e de texturas.

(Porque não quero que a pikí e a formiga baltasar deixem de se focar por cá, propunha que continuassemos a saga "No fundo somos como...", porque é um exercício quase inesgotável. Portanto, pikí, kinetica e, porque não gosto de discriminação, formiga baltasar, mandem lá outras metáforas que elucidem o que somos e como somos.)

sábado, outubro 06, 2007

Escapadela


Se isto continuar deserto assim, pego na formiga Baltazar e foco-me em Aveiro!!! :(

sábado, setembro 22, 2007

segunda-feira, agosto 13, 2007

Dúvida

Qual é a diferença entre esperança e fé?

quarta-feira, agosto 01, 2007

A grande questão

Será legítimo escrever o que quer que seja, agora que o calor dilata os poros e o mar nos preenche a visão?

sexta-feira, junho 29, 2007

II Mega Botellón!

quinta-feira, junho 14, 2007

Encontros III

Diziam que era um projecto megalómano que não havia de levar a lado nenhum, mas isso nunca o dissuadiu. Um dia, ainda de manhã, içou o mundo numa grua e aterrou-o no seu laboratório. Preparou-se com a máscara e com as luvas, e começou a examiná-lo. No seu aparelho multi-funções, fez-lhe uma tac geral, radiografias múltiplas e uma endoscopia, que haviam de revelar que ele não se enganara. Na verdade, mostraram infecções várias e um cancro que deveria provocar uma morte lenta e dolorosa.
Sem hesitar, passou ao tratamento. Durante dias a fio, foi erradicando todas as partes contaminadas daquele mundo minguante. Até que não lhe sobrou mais do que uma pedra sobre a mão.

sábado, maio 05, 2007

Corolário do post anterior

Ás vezes, quanto mais perto mais longe, e vice-versa.

Focalizações inversas

O acto reflexo de uma pessoa se olhar a si mesma, na tentativa de perceber quem é e de que forma é, parte do interior da própria pessoa, de dentro, do centro que se imagina ser o ponto de maior precisão da focagem do eu. Neste exercício, o ponto de partida identifica-se, assim, com o ponto de chegada, pois o que existe é uma interioridade que se busca a si mesma.
Mais do que um lugar privilegiado de acesso ao eu, este ponto de partida interior é essencialmente a causa da névoa que tolhe e distorce o olhar. O centro que procuramos desvendar em nós é um núcleo concentrado onde o espectro da unidade se vislumbra num emaranhado de fios dispersos. É esta imagem que, de tão próxima, fere os nossos olhos; e é também esta a imagem que os cega, porque está atrás deles.
No olhar e na palavra do outro desenha-se uma outra focalização de mim. A distância, mínima que seja, permite que os seus olhos olhem em frente e se fixem fora. Nessa possibilidade de nos revelarmos através do outro, descobrimos o melhor dos prazeres e a pior das dores. Nos seus olhos pode desenhar-se o sublime ou a fraqueza que desconhecíamos em nós. Podemos, de repente, sabermo-nos mais perto ou mais longe daquilo que queríamos ser.
A quebrar a linearidade das palavras, está a certeza de que não há distâncias precisas nem focagens perfeitas. Como se sabe, as pessoas não sossegam, como nos retratos renascentistas, e os olhos, no seu trabalho de prisma, são óptimos produtores de ilusões.

terça-feira, maio 01, 2007

Desfocalizámo-nos

E foi de uma hora para a outra que nos perdemos.
Foi sem pensar, sem nenhuma acção cruel, sem nenhuma discussão. Afastámo-nos simplesmente e nada já havia senão um imenso silêncio sem medida.
Eu não queria, ninguém queria.

Que fazer?

Puxar da imaginação e começar outra vez.

Regressemos.

domingo, abril 22, 2007

Res Públicas

Res públicas por outro Abril……. Paz, Pão, Habitação, Saúde, Educação…

Arruada do 25 de Abril:

Concentração no Jardim da Sereia – 14.00

Praça da RepúblicaDemontração de capoeira pelo “Grupo Muzenza”

Av. Sá da Bandeira

Jardim da MangaGrupo de Jambés

Praça 8 de Maio1 elemento da “Camaleão” apresentam-nos poesia de intervenção

Em frente á camâraPerformance teatral pelos “É Só Fachada”

Rua Ferreira BorgesActuação do “Círculo de inciação Teatral da Academia de Coimbra” (CITAC)

Arco de AlmedinaMùsica de intervenção com clarinete, guitarra, percurssão e voz

Largo da PortagemMúsica do Grupo de percurssão “Rebimbomalho”

Parque da CidadePerformance musical com sanfonas

Parque Verde Final da Marcha com a presença da música do “Encerrado para Obras”


Café concerto


O Café concerto será realizado no Salão Brasil, a começar pels 21.30 H.

Contará com a presença de:

Preachy Boys (rock),

Mario Mata (música de intervenção a solo)

Mùsica de intervenção com clarinete, guitarra, percurssão e voz

Oficina de poesia

terça-feira, abril 17, 2007

vuuuush

passaram muitos anjos...

quinta-feira, março 15, 2007

Encontros II

Imagem: Píki

“Não digas o nome porque o não tem. Não procures a razão porque a não há. São momentos inexplicáveis de uma certa beatitude ou de uma certa melancolia ou afundamento, que é mais forte. (…) É um abandono feliz de nós, uma serenidade que nos aproxima da verdade simples de o mundo existir e em que mesmo a morte não nos pode perturbar.” Vergílio Ferreira, Escrever

Às vezes o mundo explode e insinua o seu enigma. Revela pistas e mostra as peças que o compõem, ou parte delas. Nem o mundo foi o crime perfeito.
Tentamos encaixar as peças, mas elas faltam-nos sempre. As que não faltam descansam sobre as placas flutuantes que suportam tudo o que é do mundo e dos homens. Ondulando, cada peça é uma forma instável – ora redonda, ora obtusa – que vai regurgitando significados diferentes. E os nossos olhos são servos enfeitiçados que lhes adivinham a secreta participação na ilusão que vela o sentido do mundo. Umas vezes, esforçam-se por captar o que fica da transfiguração das coisas e da sua aparição intermitente, outras, cerram-se como punhos agastados para sossegar um estômago às voltas. O sentido é um sol quebrado.
E por vezes, quando os olhos abertos se perdem, há aqueles instantes plenos em que tudo se alinha perfeitamente, como nos momentos em que o sol abandona o mundo a si mesmo para depressa lhe devolver a luz e a ilusão. São os momentos geométricos em que tudo se equilibra no fio de trapézio de uma palavra ou de um dia de chuva. E nós equilibramo-nos também sobre um chão que plana despido de gravidade. E então somos um corpo que roda sobre si mesmo e que tem o mundo suspenso na ponta dos pés.

domingo, março 11, 2007

Encontros I


Lembras-te daqueles dias rasos em que íamos ao café depois de almoço? Eu lia o jornal do dia e tu a Maria da semana. Havia sempre uma tarde por mês em que eu devorava o panfleto dos espectáculos do TAGV. Lembras-te de como fiquei entusiasmado com a programação de Novembro? O Lago dos Cisnes, por uma companhia belga, aquela conceituada banda de jazz e a minha peça de Beckett preferida, Os Dias Felizes. Perguntei-te a qual deles preferias assistir, e tu respondeste que o que querias mesmo era ir ver Tony Carreira no Pavilhão Atlântico. Pensei que talvez aquela não fosse a programação mais adequada à tua sensibilidade e esperei pelas propostas do mês seguinte. Ah, o mês seguinte! Lembras-te da tarde em que te li a programação de Dezembro? Sim, eu estava radiante. Carmina Burana, uma cantora lírica sueca a cantar Puccini, A Gaivota, de Tchekhov, e Yann Tiersen. Esperei que também os teus olhos se iluminassem. E iluminaram, quando me disseste que já tinhas bilhetes para Mónica Sintra.Já não me lembro bem se esperámos pelo novo ano para nos separarmos. Creio que não. Mas recordo-me perfeitamente de concordarmos que na certidão de óbito do nosso amor deveria vir escrito: este amor morreu devido a diferenças irreconciliáveis.
p.s.: Desculpem não seguir a ordem dos desenhos.

quarta-feira, fevereiro 28, 2007

Desenhos


terça-feira, fevereiro 27, 2007


eis então a minha primeira contribuição.

Ía para me deitar, mas já não vou, porque de repente ocorreu-me lançar-vos um apelo

Isto de se escrever a partir de imagens é algo a que sempre achei piada. Visto serem vocês as entendidas, por que não postarem uns desenhos vossos para eu escrever alguma coisa a partir deles?

Resposta à reflexão e à resposta à reflexão sobre o pseudo-quadro da miúda a quem gentilmente chamam "professora helena"

De facto, a bonomia não tem limites. Reflectir e escrever a partir dos rabiscos que fiz, ainda para mais em computador, é quase um acto de caridade. Ao mesmo tempo, confirma uma coisa em que acredito: que não interessa muito a falta de valor técnico, reflexivo, estético ou poético de uma coisa, desde que ela nos faça pensar ou inspire de alguma forma. Assim, muitas coisas passam a ter valor sobretudo por aquilo que desencadeiam e, de facto, os vossos posts dão retrospectivamente valor ao que, em si, tinha pouco ou nenhum.
O valor/sentido que reconhecemos em algo resulta da percepção que temos. Ou corresponde à própria percepção. E aqui do que falamos é claramente da interpretação, uma das mais fecundas actividades humanas. Talvez mesmo a mais profunda, se tivermos em conta que é o cerne da ciência, da arte e da filosofia. Ora, o interessante foi ver a interpretação que fizeram daqueles rabiscos miseráveis, que foram para mim surpreendentes. Na verdade, durante o tempo em que "desenhei" aquilo e no momento em que, já feito, o olhei de um ponto de vista já exterior, jamais me ocorreu a imagem de um camponês, de uma enxada ou de campo. Não me lembro sequer de ter pensado em alguma imagem, procurando apenas agrupar uma série de formas, riscos e cores que me agradasse no momento. Está certo que alguma coisa tinha de me mover: formas já conhecidas, cores de eleição, rabiscos que se parecessem com alguma coisa e uma série de motivações inconscientes sobre as quais, por motivos óbvios, não posso falar. Mas isto é outra questão, que fica para explorar numa outra altura em que a paciência me conceda alguns minutos à escrita. Por agora o que me interessa é o vosso trabalho posterior.
Na senda da reflexão em que inesperadamente se fala de um camponês e da anti-metafísica de Alberto Caeiro (belo texto, tenho a dizer), surge ainda o célebre poema do Gedeão. É um segundo gesto de interpretação, a interpretação da interpretação. E é precisamente este movimento, em que, a partir de algo, se sucedem interpretações, que me parece profundamente misterioso, mas igualmente revelador do que configura a vida de cada um, a história, a filosofia, a arte. Esta pequena amostra de interpretações demonstra o quão arbitrários as grandes reflexões feitas e os saberes que se constroem podem ser. Se por um lado são sempre tentativas de aproximação a uma verdade, por outro não são possíveis sem a imaginação inerente a um excercício de interpretação. A verdade não se descobre, constrói-se, e a construção, como vocês mostraram, implica sempre uma leitura subjectiva.
Desta forma, percebemos que há grandes construções teóricas, lendas, mitos, rituais e narrações históricas cujo referente ou ponto de partida já não se reconhece, não é certo ou nunca passou de uma fantasia. Noutros casos, se escavarmos o terreno das interpretações, encontramos algo cuja falta de importância ou interesse faz parecer um milagre todo o chão que se construíu acima dele. Mas em nenhum dos casos a genialidade das interpretações fica compremetida. Perante a obra de Homero, importará muito saber se ele realmente existiu, bem como as suas personagens? Perderão as vossas reflexões valor por partirem de algo completamente bacoco?

segunda-feira, fevereiro 26, 2007

Resposta à Reflexão sobre o quadro abstracto da professora Helena no Paint

Eles não sabem que o sonho

é uma constante da vida

tão concreta e definida

como outra coisa qualquer,

como esta pedra cinzenta

em que me sento e descanso,

como este ribeiro manso

em serenos sobressaltos,

como estes pinheiros altos

que em verde e oiro se agitam,

como estas aves que gritam

em bebedeiras de azul.

eles não sabem que o sonho

é vinho, é espuma, é fermento,

bichinho álacre e sedento,

de focinho pontiagudo,

que fossa através de tudo

num perpétuo movimento.

Eles não sabem que o sonho

é tela, é cor, é pincel,

base, fuste, capitel,

arco em ogiva, vitral,

pináculo de catedral,

contraponto, sinfonia,

máscara grega, magia,

que é retorta de alquimista,

mapa do mundo distante,

rosa-dos-ventos, Infante,

caravela quinhentista,

que é cabo da Boa Esperança,

ouro, canela, marfim,

florete de espadachim,

bastidor, passo de dança,

Colombina e Arlequim,

passarola voadora,

pára-raios, locomotiva,

barco de proa festiva,

alto-forno, geradora,

cisão do átomo, radar,

ultra-som, televisão,

desembarque em foguetão

na superfície lunar.

Eles não sabem, nem sonham,

que o sonho comanda a vida,

que sempre que um homem sonha

o mundo pula e avança

como bola colorida

entre as mãos de uma criança.


(António Gedeão)

quinta-feira, fevereiro 22, 2007

Reflexões sobre o quadro abstracto da Professora Helena no Paint

Mais uma vez, mais um dia, mais uma década, mais uma geração.

O sol batia nas searas e reflectia o dourado no espelho da vida. O vento fazia ondular as astes frágeis do trigo e os sons variavam entre o piar das aves e a pequena fonte de água mais próxima.

O camponês olha a sua vida com os olhos do conhecimento. Para ele, a existência era aquilo. Ele, a terra, a enchada que apoiava sem esforço no ombro. A terra e o passado, a terra... o futuro.
Um bando de aves levanta voo, um grito surge no silêncio e no infinito desaparece.


É o camponês que grita de felicidade.
É a seara que grita com ele.
É a árvore na terra enraizada.


"Sinto todo o meu corpo deitado na realidade,
Sei a verdade e sou feliz." - Alberto Caeiro

sábado, fevereiro 17, 2007

Variações livres no paint (ou o reflexo do tédio)


Visto que aqui as minhas colegas de blogue têm revelado verdadeiro gosto pelo filosofar, o mínimo que posso fazer é retribuir com o que mais as motiva, um desenho. Visto que sou má a desenhar à mão, recorri ao paint. Pois... devem estar a pensar que no paint a coisa também não é melhor :) De qualquer forma, quem faz o que pode a mais não é obrigado. Apesar de tudo, no final gostei do resultado. É um quadro que punha na minha sala-de-estar (e vocês na sanita :)). Engraçado como todos temos coisas a ensinar uns aos outros. Se os nossos papéis se invertessem, possivelmente davam-me uma nega...

sábado, fevereiro 03, 2007

Play

Em resposta ao meu próprio post anterior:


A culpa é do tempo. Não há tempo para nada. Para reconhecer as pessoas que mudam, para nos reconhecermos, para passarmos tempo uns com os outros, para termos tempo para nós mesmos... Não há tempo quase para dizer olá, fazer disparates, rir com gosto ou dar um abraço.

Ninguém tem motivação como já dizia Luis de Camões. Ninguém tem a coragem de admitir a mudança, de dar o primeiro passo para o futuro.

Toda a gente tem vergonha de fazer o que é necessário e importante. O dizer o que é preciso ser dito porque a verdade é veradade e dói no coração. E depois é kill the messenger...

É sempre uma questão de tempo. Tudo é uma questão e tmpo. é uma questão de tempo até uma pessoa se acalmar, uma questão de tempo até o amuo passar, uma questão de tempo o bebé sair, uma questão de tempo até aquela pessoa se apaixonar por nós...

Tudo é uma questão de tempo e uma vez mais é aterrador porque uma vez mais é incontrolável.

Toda a gente quer e ninguém consegue parar o tempo ou fazê-lo passar mais rapidamente. Para não doer, para voltar atrás, para aproveitar...

A verdade é urgente e necessária. E dói. Mas a dor existe por um motivo. Para aprendermos com os nossos erros, para mudarmos, para crescer, para saber que algo não está bem...

E é uma questão de tempo até toda a gente se aperceber disso. Disso e da dor, e da verdade e da necessidade e das prioridades... Até lá é esperar. (É irónico não é? E dói, não dói?) Agora é só esperar. E suspiramos enquanto esperamos. E esperamos e esperamos e voltamos a querer que o tempo voe até chegarmos lá. Mas isso nunca vai acontecer. É impossivel chegarmos a um acordo e à mesma conclusão ao mesmo tempo. E voltamos a ter uma questão de tempo. Voltamos a não ter tempo de nada nem que seja porque estamos à espera que aquilo que esperamos aconteça! E voltamos a apercebermo-nos que o tempo é incontrolável e inatingível. E voltamos ao mesmo, á espera do consenso comum, do fazer qualquer coisa, da questão de tempo, do tempo incontrolável, do consenso comum, do fazer qualquer coisa, da questão de tempo...

E entretando, lá vai o tempo passar por nós como sempre o faz. E não podemos fazer nada contra isso. Nem contra o tempo, nem contra a verdade, nem contra a dor, nem contra a realidade, nem contra o inatingível e o incontrolável, nem contra a mudança.

Tudo é urgente e necessário e tudo é impossível de se concretizar.

Por isso contentamo-nos com o que temos, esta realidade, este quebra-cabeças, este ciclo interminável.

Vamos voltar à nossa não inocência-mas-mais-inocente-que-esta-reflexão. Vamos viver a vida como a conhecemos e vivemos e sabemos. Vamos voltar viver a vida sem pensar que não a podemos mudar.

Rewind. Stop! Play...

Realidade

Ás vezes temos aquela sensação de que tudo vai mudar. Ou vamos mudar de escola, ou passamos para a Universidade, damos um passo à frente numa relação, entramos em dieta, começamos a falar, a dar os primeiros passos, começamos a namorar... A partir daí, a nossa vida passa a ter um rumo totalmente diferente... Ou nos tornamos mais complicados e mais stressados, ou se distancia dos amigos, ou se conhece novas pessoas, ou se se começa a ser mais alegre, ou se se incia um novo hábito... Mudamos. Mas só quando se passa a transição é que nos apercebemos da mudança. Pode ser quando se abre uma janela no MSN Messenger daquele amigo e fica-se a olhar para o monitor sem saber o que dizer, sem dizer nada, pode ser quando nos apercebemos que já não somos quem eramos, e que aqueles com quem falávamos já não são os mesmos...

Mudamos.

A vida dá passos grandes. Mesmo que não nos apercebamos. Ás vezes, passa-nos mesmo ao lado. Nem damos conta que deixámos de ver desenhos animados e de jogar à apanhada ou às escondidas. Simplesmente deixamos de o fazer. É natural. É distância. É aterrador.

Há no entanto aqueles momentos de alegria e sentimento de cheio, completo, felicidade. Por exemplo, quando fazemos anos e vamos fazer um jantar de anos. Queremos naturalmente convidar a nossa família, os nossos amigos e começamos pela turma, depois a turma anterior, depois o nosso grupo, os filhos dos amigos dos nossos pais, aquela pessoa que conheci ali, aquela e mais o outro que conheci no campo, a Felisberta, a Beatriz, o Roberto e ahahah! como é que poderia esquecer do Francisquino? E passado uma hora vemos umas cinquenta pessoas na nossa lista e apercebemo-nos que temos mesmo muitos amigos, uns com mais contacto do que outros e sentimo-nos bem por dentro, com muita sorte em ter tanta pessoa que se preocupa conosco. Mas depois, sentimos a mudança. Uns não veem porque teem isto ou aquilo, outros mudaram o contacto porque há muito que não falamos, outros não veem porque não nos interessamos muito um pelo outro e pouco a pouco a nossa lista diminui para umas quinze ou vinte pessoas que são os presentes que se preocupam mesmo conosco. E sentimo-nos tristes e com vontade de voltar atrás no tempo.

E depois de pensarmos que não queremos mudar, passado uns dias queremos mudar... e depois pensamos que queremos mudar e não queremos mudar... Nunca somos constantes e nunca sabemos o que queremos. Somos consumistas e queremos sempre mais. Mesmo que seja de nós mesmos. Somos exijentes demais.

Quando crescemos, há sempre uma altura ou outra em que fazemos desejos disparatados ou ridiculos. Quer seja um desejo de ter um/a namorado/a ou simplesmente de ser mais simpático e bom para os outros. Mas de que adianta mudarmos totalmente a nossa simpatia e aguentar com tudo se os outros não o fizerem? Ninguém consegue ser sempre simpático. É ridículo desejar uma coisa dessas.

As pessoas mudam e nós temos de mudar com elas.

A vida passa, uns momentos mais rapidamente e outros mais lentamente mas mesmo aquela semana que passou a correr pensa-se no fim, bolas, ainda só passou uma semana! É estranho, porque na altura acha-se que os dias passaram a correr! E no entanto, foi só uma semana. Uma longa semana de dias excessivamente rápidos.

Mariana Araújo, 2006


Este texto muito confuso foi uma reflexão minha em relação à realidade inconstante e indefinida. É algo que me assusta imenso porque elimina tudo aquilo que posso ter no futuro. Porque de um momento para o outro, tudo pode mudar.
Tanto seja nas pessoas que conhecemos, como nós é que mudámos, como o sítio em que crescemos ou o mundo em que vivemos. E o saber que tudo isso não pára de mudar é aterrador.
Passamos momento tão bons que não os queremos perder. nunca. E então agarramo-nos ao passado, a esse momento tão bom e delicioso e desejamos com todas as forças que nada mude, que fique exactamente como está: Perfeito.

Ultimamente tenho andado nostalgica e cheia de vontade de ir ao passado. E penso no quão me sabe bem reviver as minhas alegrias intensas e marcantes. (os bons e velhos tempos) e faz-me pensar que adoro tanto as ilusões – essas alegrias e memórias – esses sonhos porque são moldáveis ao nosso gosto. É tão muito mais fácil lidar com eles que com a realidade. O que faz com que queiramos constantemente a ilusão(ou drogas ou bebedeiras). Faz-nos não pensar e não estarmos dentro de nós, como um refugio, pelo menos por um bocado. E é por isso que queremos sempre mais. E acabei de ler uma frase de uma amiga do 9º ano: “ Fôssemos nós como deveríamos ser e não haveria em nós a necessidade de ilusão.” Faz todo o sentido. É aterrador. Por isso é que há tantas depressões –(e) chamadas desilusões – quando nos tornamos conscientes outra vez.

23 Janeiro de 2007

Suponho que para tudo temos de bater mesmo no fundo até onde não der mais para depois ser só olhar para cima e subir. Eventualmente, vai chevar a altura em que a pessoa fique farta de ter uma rotina, farta de ver as mudanças todas acontecerem e continuar agarrada ao passado. Farta de ser só uma presença no meio de tudo. E depois é só uma questão de tempo até re-mudar, e encarar as coisas noutra prespectiva. Seja em seguir a vida sem re-olhar para trás, seja em ver a mudança como uma coisa boa, seja em ver os outros como alguém que já foi e agora não é ou mesmo olhar para trás e dizer: Paciência!

Novos tempos virão. alias, estão sempre a passar por nós. Nós é que nem damos conta que basta olharmos para ao lado e vermos que o que nos falta é dar um passo. Fazer qualquer coisa para encarar o futuro e a realidade.

Lamento a confusão. A minha cabeça é assim, desorganizada: um autêntico caos.

terça-feira, janeiro 30, 2007

Inspiração

Chega a ser contraditório. Quando dizemos que estamos sem "inspiração" usamos, ironicamente, um termo que é em si bastante inspirador. Prova disso é que já desde os antigos faz correr muita tinta.
Falar em "inspiração" quando se está inspirado não oferece nenhum problema, muito pelo contrário. Mas há uma outra hipótese: discorrer sobre ela precisamente quando ela nos falta. Se não há inspiração para falar de qualquer outra coisa, fale-se então dessa falta de inspiração, do desalento e das consequências que essa carência provoca. Mas, claro, aqui aninha-se um paradoxo: como falar sobre a falta de inspiração se estamos sem inspiração? É que mesmo para falar desse negativo seria necessário o positivo inspirador. E, todavia, se falarmos da falta de inspiração se estivermos inspirados, será que o texto dirá tão bem o que é estar "desinspirado"? Pelo menos não será um reflexo disso.
Para além dos paradoxos, ficamos a braços com a questão de saber se a inspiração é essencial para se produzir bons textos, ou se o essencial é a persistência e o trabalho. Platão, no Íon, falava da inspiração como um daemon, um demónio que possuia o artista. No fundo, a motivação da boa obra era algo que não dependia da vontade do sujeito. Na Arte Poética, Horácio defendeu que só a inspiração não basta para produzir uma obra perfeita, sendo necessário muito estudo e muito trabalho.
Tudo isto para dizer uma coisa: proponho que adoptemos a postura horaciana e, se o demónio não nos possuir, lancemo-nos nós ele.

sábado, janeiro 27, 2007

Então então!

Temos o blog abandonado...
Sei que ninguém tem postado nada, mas, da minha parte, a falha deve-se à falta de inspiração do momento.
Talvez volte, um dia destes, uma fúria de escrever em massa, em que qualquer palavra é esculpida que nem uma obra de arte.
Até lá...esperemos. Parece-me a mim.

Stora...Falta-me a Filosofia =(

terça-feira, janeiro 16, 2007

Final Fantasy


Ora aqui está uma banda, ou melhor, um cantor do caraças!

Comparo a sua versatilidade, com a do compositor Yann Tiersen e a genialidade das suas músicas às mais belas composições. Uns ares de música clássica com uma modernidade deliciosa. Só mesmo ouvir para crer.

Tirado do Last:

"Owen Pallett is a violinist and singer from Toronto, Ontario, Canada. He is the principal member of the band Final Fantasy, which is essentially a solo group, although Leon Taheny is also credited as drummer and engineer. On September 18th 2006, Final Fantasy won the inaugural Polaris Music Prize for the best Canadian album (based solely on artistic merit).

As Final Fantasy, Pallett has been noted for his live performances, wherein he plays the violin into a sampler controlled by foot pedals, which then loops back one or more of the previously played musical phrases as he plays additional parts simultaneously. He has also performed with more traditional string quartets as backing musicians.

He believes his work is strongly influenced by his sexuality, saying "As far as whether the music I make is gay or queer, yeah, it comes from the fact that I'm gay, but that doesn't mean I'm making music about it." in a recent interview.

On 12 February 2005, his debut album, Final Fantasy Has A Good Home, was released by the recording club Blocks (sometimes referred to as 'BlocksBlocksBlocks'), a cooperative, Toronto-based record label of which he is a member. A second album is entitled "He Poos Clouds", and inspiration for the songs are based on the eight schools of magic used for Dungeons & Dragons and how they relate to modern times. It is released under Tomlab.

His previous projects included a 3-piece Toronto-based band, Les Mouches, now defunct. He is still a member of another Toronto band called Picastro. Owen has also recorded and toured with The Hidden Cameras and The Arcade Fire. One of his songs, "This Is the Dream of Win & Regine", was inspired by the principal members of the latter group, Win Butler and Régine Chassagne.

Final Fantasy was also an alias used in the mid-1990's by Ralph Fritsch and Detlef Hastik, German hard trance producers who are probably best known for their work under the name Komakino.

The name "Final Fantasy" is in fact a tribute to the considerably more well-known video game series."

sexta-feira, dezembro 29, 2006

Provérbios africanos II

"O amor é um burro desenfreado."
Por muito que me esforce, não consigo imaginar uma metáfora mais bonita do que esta.

Provérbios africanos I

Uma das prendas que me foram oferecidas este natal foi um pequenino livro de provérbios africanos. De pequenino que é, foi lido de rajada. Embuída ainda do espírito natalício, apetece-me partilhar alguns deles.
"A quem te arranca lágrimas, tira sangue."
É a versão contrária ao "dar a outra face". Muito menos cristã, mas muito mais divertida :)

domingo, dezembro 24, 2006



Boas Festas!

Agora focalizar... só se for o champanhe e os ferrero rochers!!! ;D

terça-feira, dezembro 05, 2006

malditas rifas!


6 blocos = 150 rifas = 150 euros que o zé lucrou = 150 euros em MOEDAS que tive de recontar. e contei duas vezes e so havia 149,70€ na primeira vez e 149 € na segunda vez. amanha, nova contagem... querem ajudar?

sexta-feira, dezembro 01, 2006

"O mundo"

O novo cd duplo de Rodrigo Leão. Felizmente, ainda há mundos assim... Mais informações aqui.

segunda-feira, novembro 27, 2006

Alberto Caeiro

Hoje fiz a minha provinha de avaliação sobre Alberto Caeiro... e já que ando numa de pessoa... vamos lá fazer justiça ao poeta desfragmentado e publicar um pequeno poema!

O amor é uma companhia.
Já não sei andar só pelos caminhos,
Porque já não posso andar só.
Um pensamento visível faz-me andar mais depressa
E ver menos, e ao mesmo tempo gostar bem de ir vendo tudo.
Mesmo a ausência dela é uma coisa que está comigo.
E eu gosto tanto dela que não sei como a desejar.

Se a não vejo, imagino-a e sou forte como as árvores altas.
Mas se a vejo tremo, não sei o que é feito do que sinto na ausência dela.
Todo eu sou qualquer força que me abandona.
Toda a realidade olha para mim como um girassol com a cara dela no meio.


Alberto Caeiro

sábado, novembro 25, 2006

Voyuerismo - a palavra "sexo"

Consta que a palavra mais procurada a nível mundial nos motores de busca é "sexo". Pensando nisto, não resisti a criar um post que a contivesse, não só para incrementar o número de visitantes (ainda que acidentais) do blogue, mas também (e sobretudo) para saber quais são as expressões com o termo "sexo" que as pessoas pesquisam. Não é bonito, bem sei, mas promete dar um gozo do caraças. Já agora, permitam-me dar uma dimensão internacional à minha experiência: sex, sexe, sesso. E, pelo sim, pelo não: bondage, bombar e coelhinha safada.

sábado, novembro 18, 2006

Umbigo Magazine




Uma óptima revista, bons grafismos, design original, faz boas reportagens sobre artistas plásticos actuais. Arrojada, inovadora e com bons conteúdos sobre a estética vanguardista.
Um bom guia para quem se interessa pelas Artes.

Outono

Este ano não pude dizer "Chegou o Outono! Deixa-me repousar nos seus braços!". Mal existem folhas a cair, mal existe vento, a chuva vem a prestações, andam todos de t-shirt e o meu Pai foi em mangas de camisa ao cemitério no Dia de Todos Os Santos.

Só para dizer que estou irritada.

(não) dizer

O esforço

quarta-feira, novembro 15, 2006

Perspectiva

Dizer o que e como as coisas são implica a adopção de uma determinada perspectiva. Aí reside uma das grandes dificuldades da comunicação e do consenso: se uns se focam no branco, outros concentram-se no preto. Mas também aí reside a possibilidade de o mundo ser interessante. De resto, só se pode ver a forma branca em contraste com o preto, e vice-versa. Logo, só ao vermos em conjunto o branco e o negro é que as caras e a taça podem surgir.
Quem mais quer divagar sobre a imagem?

segunda-feira, novembro 13, 2006

Soube-nos pela vida...

E esse cheirinho de coimbra?

terça-feira, novembro 07, 2006

Ainda a focagem

Para se obter uma boa focagem é preciso manter a distância correcta.
O mesmo é dizer que nos aproximamos mais da verdade das coisas se mantivermos um certo afastamento que permita vê-las mais nítidas.
E da mesma forma concluimos que uma aproximação autêntica entre as pessoas só poderá acontecer se for resguardada uma distância mínima que possibilite olhar os olhos do outro sem os ver desfocados.

segunda-feira, novembro 06, 2006

Olá!

O Outono já chegou e com ele as castanhas e os serões ao calor das gargalhadas.

Dia 17 de Novembro, às 20:00, aparece na sede com um amigo e um jantar para partilhar…

Até lá*

quarta-feira, novembro 01, 2006

A casa

Passava por ela todos os dias, ou quase. Mesmo em frente àquele jardim morto e velho, onde sobressaía apenas uma roseira de vermelho sangue. A casa era azul e apesar de já ter passado algum tempo, penso que tinha um painél de azulejos típicos, com um santo qualquer. Provavelmente Sto. António.
Lá ia eu pela avenida, com os passinhos curtos de pessoa mais pequena.
Apesar de muitas das casas serem velhas, estavam vivas, naturalmente habitadas, quentes. Até aquela das janelas redondinhas que eu adorava. Pensava sempre em apoiar todo o meu corpo naquela cuva e ficar a olhar para a noite. Quem sabe dormir.
A rapariga com quem eu ia para a escola tinha medo da tal casa abandonada de azul. Mas também... que medricas que ela era. Sempre debaixo das saias da mãe.
A casa daquela avenida era excessivamente velha. O jardim morto, as paredes poeirentas, as telhas partidas, os azulejos rachados. Parecia em guerra com o resto. Então aquela forma!, estreita, comprida e alta convidavam a, definitivamente, não entrar lá. E mesmo assim, a porta estava sempre aberta...escancaradamente aberta. Digo eu, que estava à espera da senhora que lá vivia. Morreu.
A rapariga medricas contou-me que numa manhã fria de inverno (o que para mim é bem mentira porque as tragédias não têm de acontecer sempre com frio e mau tempo) que parou na entrada, uma ambulância com urgência. E pela porta ainda aberta, saiu numa maca, a senhora quase pela hora da morte.
Desde esse dia que mais ninguém lá entrou. Lembrava-me eu, de vez em quando, numa das tardes em que brincava com a medricas, daquela casa tão velha e bolorenta. Comparava-a a algo como queijo podre, pão duro ou bolor.
Ausento-me e foco-me na imagem empastelada, que tenho do momento em que rompi por aquele portão fino, férreo e ferrugento. Passei ao lado das rosas e entrei pela porta aberta para o respectivo hall.
Era estranho. Do dia cheio de sol, dei de caras com um ambiente vestido de negro e de gelo. Da pequena porta entrava um fio de luz, que comparado com o escuro total do compartimento, não era nada.
Fiquei parada, a rapariga fugiu, e a minha pele arrepiou-se como se tivesse ficado com medo. E fiquei. Estava sozinha, no escuro de uma casa morta, era pequena e ainda por cima só tinha entrado numa das partes daquele labirinto de velhice.
As escadas erguiam-se do lado esquerdo de quem entrava, e viravam à direita. O hall tinha uma única lâmpada. Na parede direita estavam duas caixas de correio, daquelas de metal ornamentado, com a palavra "correio" na portinhola horizontal, por onde entraram há muito as cartas de contas, pessoas e abutres.
O chão era feito de tacos de madeira, alguns soltos da paixão dos passos de quem já lá passara. A tinta da madeira estalava e levantava e toda aquela entrada nutria uma cor verde musgo, de humidade e velhice.
Na mesma parede em que se situavam as escadas, encontrava-se do lado direito de quem entrava, uma portinha mais pequena do que seria de esperar. Bem que gostava que fosse a entrada para o país das maravilhas, visto que me encontrava em local tão sombrio e estranho, mas não passava de uma arrecadação cheia de nada, pó e sujo.
Aquela casa cheirava a verde, a cristal. Toda ela fedia a uma luz de vidro. Que explicações posso eu dar das coracterísticas dos meus odores se ninguém sente como eu?
Após os minutos que descrevi, acordei e pensei em avançar. Tinha duas hipóteses, dar meia volta, ir embora e ficar interiormente humilhada ou juntar alguma coisa parecida com coragem e avançar para as escadas de madeira húmida.
Voltar atrás nunca, não sou rapariga para isso e sei perfeitamente que nunca o faria. Sou demasiado curiosa.
Pé diante de pé, lá me dirigi para as escadas e fui subindo degrau a degrau. Quando cheguei ao primeiro patamar, conseguia distinguir no meio daquela escuridão uma porta da mesma cor que a da arrecadação mas maior. Não me demorei muito aí.
Subi mais um lance de escadas, onde já tinha mais luz, e esbarrei com um caixote cheio de garrafas vazias e outro cheio de lâmpadas fundidas. Eu tinha a certeza que a casa respirava vidro.
Por fim cheguei ao topo da casa. Pude contemplar uma bela porta retalhada de vidro colorido. Luminosa e alegre como nunca pensei que houvesse no meio de tal decadência. Conseguia sentir um leve sussurro de vento que emanava das fendas da porta delicada. Alguma janela, algum buraco, algum recanto fazia com que a vida do exterior entrasse apenas naquele andar de privilégio.
Aquele andar não era nenhum tesouro fantástico ou maravilhoso, mas dele todo brotava o dourado da calma daquele dia de calor, ele todo justificava o calor das rosas vermelhas do jardim.
Que fazer senão ficar parada a contemplar aquela pequena maravilha escondida. Aquele pequeno prazer, aquela relíquia numa casa de negro?
Alguém já foi feliz ali, eu sentia. Alguém já viveu de alegria ali. Aquela casa não é mais que uma pessoa. A casa... uma relíquia.

terça-feira, outubro 31, 2006

(Pseudo) Subversão

Ao invés de focar, desfocar. Fazer o mundo desvanecer por detrás da lente com que o olhamos. Esbater-lhe as formas, os contornos, e desbotar-lhe as cores. E então o mundo será maleável e as ideias poderão ser muitas.
Em vez de focalizar, dispersar. Trocar o esforço da focagem pelo prazer da dispersão, o uno pelo múltiplo. Abandonar os olhos à errância e esperar pelo que nos prenda o pensamento, pelo que nos faça sentido. E assim veremos o inesperado e o insólito.
No fundo dos dois actos, uma mesma intenção: que os olhos vejam mais, que a focagem e a focalização sejam mais precisas.
(Fico feliz por poder contribuir para este "focus")

domingo, outubro 29, 2006

Em Aveiro

GRÉCIA IMORTAL
EXPOSIÇÃO: de 21 de Outubro a 11 de Novembro
Horário: Segunda a Sexta das 18H às 21H, Sábados das 16H às 19H

Uma exposição que leva à descoberta da Grécia, um dos períodos mais luminosos da história ocidental, um autêntico laboratório do pensamento, da arte e ciência.
Entrada livre

SOMOS BICHOS PODEROSOS!!

chegou a altura!! OS BICHOS VÃO-SE REVOLTAR!!

SOMOS independentes!
SOMOS jovens!

domingo, outubro 08, 2006

chocolate


uma tentação...

um desejo...

um pecado...







um consolo para a mulher...

domingo, outubro 01, 2006

a formiga baltazar está doente. o k ker k faças, n a cumprimentes...

segunda-feira, setembro 25, 2006

brutal


pikí disse...

isso é k n sabes! nem sabes as barbaridades que digo de ti. ESTAS GORDA! e o ze tb n t curte nd. ainda bem k bazaste!! MUAHAHAHAHHAHAHAH

acho que sim, que esta a correr td mt bem. espero sinceramente que dure mt tempo e que n nos separemos de novo. :)*

3:19 PM

Excluir
Kinetica disse...

Vai-te foder paneleira! Deves pensar que só digo bem de ti....deve ser!

3:22 PM

Excluir
pikí disse...

ah! mas somos dois!! nhanhanhanhanha nhaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa :P és mm uma bprma!!!!!!

3:23 PM

Excluir
Kinetica disse...

mais vale só do que mal acompanhada :PPP

4:03 PM

Excluir
pikí disse...

hey!!!! borrega paneleira q rola pela montanha abaixo!!

10:24 AM

Excluir
Kinetica disse...

já passas à parte dos insultos nao é? acabaram-se os argumentos é isto... pfff!

9:19 PM

Excluir
pikí disse...

achas.te mt espera n é? so pk dizes argumentos numa frase!!!... estamos fartos dos teus argumentos! eu e o ze n t suportamos!!! (keres tomar café amanha d manha?) spr com a mania!!! (sais a k hras das aulas?) e ps: tu ÉS uma borrega k rola pela montanha abaixo!! (vens cmg ao dei ve-los a praxar?) estes comentarios estao a levar-nos numa conversa ridicula... COMO TU!! muahahahahahahah

9:24 PM

Excluir
pikí disse...

n era espera era importante...

9:28 PM

Excluir
Kinetica disse...

AH BOM! com certeza, nao é menina MARIANA...?

se eu rolo por uma montanha abaixo, sabes por onde é que tu rolas? sabes? sabes?! pela SERRA!és tipo uma heidi versão borrega serrana, percebes? e nao andas em baloiços pelos alpes porque só queres estar a pastar que nem uma BORREGA DOS ALPES!

Quem é que tem a mania agora?!! ENH?!

7:17 PM

Excluir
pikí disse...

AO MENOS ESTOU MAQUILHADA COM DUAS BOLINHAS ROSADAS NA CARA! nao sou uma borrega sem sal cm tu k nem sabe por onde rebola!!! és uma borrega incognita!!! muahahahah!! ou melhor, baaaahahahahahhaah (cm as ovelhas)

7:23 PM

sábado, setembro 23, 2006

Atentado...

Pois... suponho que tenha coisas muito muito boas mas estamos todos separados. Uma parte da nossa turma foi arrancada brutalmente sem dó nem piedade e espetada como um soco no 2B.

E assim... lá se foram as aulas de distracção, o jogo dos pontinhos, as conversas no papel e a farinha de borracha toda pelo ar... Para não falar das gargalhadas e das situações stupify daquela turma.

Mas como eu digo, não podemos desesperar... e após a primeira semana posso dizer que realmente custa, mas podemos muito bem superar todas as adversidades que a situação impõe. Quem sabe isso até nos una mais, quem sabe...?
Às vezes é nas dificuldades que se descobre o que realmente está para durar... e até agora tem tudo corrido bem não achas?

sábado, setembro 09, 2006

: )

mais 1 ano,
mais 2 semestres,
mais 3 trimestres,
mais 4 semanas por mes,
mais 5 dias de aulas por semana,
mais 6 feriados raros,
mais 7 dias de arduo trabalho,
mais 8 professores para aturar,
mais 9 meses de aulas,
mais 10 cabeçadas na parede por dia,
mais 12 meses a darmos cabo de nós e dos outros,
mais 30 horas a apanhar seca nas aulas por semana,
mais 304 dias de cansaço,
mais 7296 horas de puro tédio,
mais 437760 minutos a espera do próximo fim de semana,
mais 26265600 segundos a pensar em fugir para algures no mundo...

no entanto,

é mais 1 ano perto do teu objectivo,
mais 2 semestres divertidos,
mais 3 trimestres com os teus amigos,
mais 4 semanas a emocionares-te por cada dia da semana,
mais 5 dias uteis em que tens qualquer coisa para fazer,
mais 6 feriados que dás graças por existirem,
mais 7 dias em que te vais aperfeiçoando cada vez mais,
mais 8 professores que te ajudarão a conquistar o mundo,
mais 9 meses de aprendizagem,
mais 10 pinturas que crias para reparar a parede estragada,
mais 12 meses que te poes em prova e ves que sao os teus amigos,
mais 30 horas que passas o tempo a sonhar,
mais 304 dias de dias únicos e impredisíveis,
mais 7296 horas para poderes gozar com os teus profs,
mais 437760 minutos a dares valor às férias,
mais 26265600 para espancares quem estiver mais próximo de ti!!

terça-feira, setembro 05, 2006

oh meu deus. Já acabaram. As férias já acabaram... vou fugir com a formiga baltazar...

domingo, maio 28, 2006

Ponto de distracção (Parte III)

Então lá exercutou o seu plano.
A formiga Baltazar, que para uma curta, pobre e estúpida vida de formiga, estava bem cheia de aventuras de boleias com aranhas, cair escadas ao trambolhões, sentir um terramoto dentro de um papa-formigas e um acto sexual!!
Então lá tentou agarrar-se ao falo do papa-formigas engatatão. Às 11:28:35 lá conseguiu segurar-se bem e depois de muitos: estou cá, estou lá, saiu, finalmente para o exterior, às 11:47:54, escorrendo baba (do papa-formigas engatatão) e líquidos nhanhentos da sra. papa-formigas, meia carcomida pelos acídos gástricos, poeirenta e pegajosa com bocadinhos de teias de aranha numa patita enquanto pensava: como e porque raios estariam dois papas formigas na Escola Secundária Avelar Brotero e como é que conseguiam estar no meio daquela confusão de pessoas, tectos a ruirem-se e abalos estrondosos a realizar tal experiência. E soltou-se do falo repleto de sémen, caindo secamente no chão.

Ninguém reparava no mísero Baltazar.
AND THEN, WE WERE LIKE WOOOOOOOOOOOOOOOOOAAAA
AAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHH
ALLLLL THE TIME!!!

Wooow! I feel good! Cause I got you!

PAPAPAPAPA waaaaaaaaaaaaw!




Ponto de distracção ( Parte II)

As 11:17:01 horas deram-se, e não se sabe bem ao certo porquê mas algum sino badalou ao longe. A pequena formiga, caminhando recto pelo recto do papa-formigas debaria-se para sobreviver aos ácidos e absorções que se davam. De repente, algo o mandou para trás, tentou prosseguir mas mais uma vez a mesma coisa o empurrou para o fundo de tudo o que já tinha percorrido. O papa-formigas engatatão acabara de chegar e penetrava com força e cada vez mais rápido o anús do seu parceiro. A formiga achou que ali seria a sua morte, no meio de todo acquele sémen e merda.

A formiga, enquanto que era abanada por aquele eufórico movimento de vai-vem, pensava na sua curta, dura e crua existência. A verdade é que nada tinha feito de grande. Que paciência a dela, porquê ter uma crise de adolescência logo no recto de um papa-formigas? Que formiga merece tal castigo? Oh, sim, tinha sido atrevida e aventureira. Quem sabe arrongante com tanto risco. Começou a chorar.
De repente, o choro cessou, e a formiga levantou-se corajosa. Tinha tido uma ideia para sair daquele fim em que se tinha metido. Iria-se agarrar ao membro do papa-formigas engatatão e ir com o mesmo até ao exterior.

To be continued....


(Será que a formiguinhas se vai salvar? Será que a ideia vai resultar? Não percam o próximo episódio porque nós... TAMBÉM NÃO!)

sábado, maio 27, 2006

whoaaaa

First we were like WHOAAAAAAA!!!!!!! :D
then we were like whoaaaaaaaaaaa!.... Oo
then we were like whoooa :|

segunda-feira, maio 22, 2006

Ponto de distracção

Às 9:34:40 horas, uma formiga passeava distraidamente por um carreiro, numa racha, cruzando o 3º andar vindo do sotão da Escola Secundária Avelar Brotero. Estava um tempo quente e abafado. Não havia barulho nenhum nos corredores. Descontraidamente a formiga decide a avançar e a aventurar-se e andar pelo meio do corredor. Aos ziguezagues passarinhou sorrateiramente ao longo do corredor em direcção à casa de banho das raparigas.
Passado 20 segundos, uma aranha aparece-lhe, agarrando-a sem querer no seu fio peganhento. Em vão a formiguinha tentou libertar-se. A aranha, estúpida como era não deu por nada. Quando finalmente a formiga se libertou, caiu pelas escadas que iam dar ao segundo piso. Não podia ficar por ali. Caminhou até ao segundo andar caindo de degrau em degrau porque estava demasiadamente zonza para andar pela parede do corrimão, paralela ao chão. Depois de dar 7 trambolhões gigantescos, cambaleou para a máquina do café, onde havia umas migalhas no chão. Passado dois minutos, às 9:40:37, a formiga começou a ver muito mal. Tudo andava à roda. Via tudo turvo e estava muito zonza. Tudo e até ela tremia. De repente tudo estoirou! Uma explosão ensurdeceu a formiguita enquanto pés apareciam vindos do nada; uns a atropelarem-na, outros a quase esmagarem-na. A pobre formiga mal andava, cambaleava por entre a multidão de pés gigantes que caíam do céu. Por uma fracção de segundo foi assim, até que um dos pés esmagou a formiguinha impiedosamente.
Hora de morte: 9:41:23, 2º andar da Escola Avelar Brotero. No entanto podia ter-se sentido orgulhosa. Não morreu de velhice nem atropelada por carro, (morte absolutamente normal e vulgar) mas sim, por um terramoto que a formiga não sabia que ia acontecer e que teve início às 9:41:36.
Assim nós pensávamos. Mal o pé gigantesco se afastou, um papa formigas apareceu e engoliu a pobre formiga esmagada. (Para os mais ignorantes, as formigas aguentam 10 vezes mais o seu próprio peso). Esta formiga que vou desclarar de formiga Baltazar pela sua coragem, devoção e honra, papada por um papa-formigas na Escola Secundária Avelar Brotero, naturalmente não morreu. Uma formiga tão forte, com três dias de vida é bem jovem. Acordou melosamente a chocalhar contra as paredes duras e ácidas do estômago nojento do papa formigas que por sua vez também sofria com as consequências, ao ser abalado pelo terramoto, como um milkshake de banana.
O cheiro era nauseabundo e outras formiguinhas jaziam por ali. Umas mortas, outras fracas ou à espera da salvação.
A formiguinha Baltazar senta-se num canto e pensa na sua triste situação. Tão jovem, tão cheia de vida e com a mesma toda pela frente, e já condenada à provação de uma digestão qualquer. Não podia ser. Não permitiria que o seu fim fosse ali, no meio de todo aquele nojo e escremento.
Enquanto estava sentada a meditar na sua pobre vida de formiga, "sentada" empurrada para cima e para baixo e para os lados no horrível estômago o papa-formigas (que ela não sabia), Baltazar, a formiga, decide agir! Depois de um longo Buuuuurp pela má disposição que aquele local lhe trazia, a formiga começa a direccionar o chocalho em que se encontra, em direcção ao anus horrendo, sujo e mal cheiroso que tencionava presenciar. (Mal sabia que anus esse seria frequentado por um belo papa-formigas engatatão às 11:17:01 horas!)

(To be continued...)

(Aula de Filosofia, 18.5.2006)

domingo, maio 21, 2006

Contributos

Deixo aqui o meu contributo com uma imagem da Maria Mikkas e ao seu objecto de masuquismo:


A filosofia

Era uma vez um dia de aulas em que a primeira hora da manhã se destinava à disciplina de filosofia.
Como tal, Mikkas, a gaja da história, chega como sempre atrasada, bate à porta, entra e senta-se.
Enquanto que o professor vai despejando racionalidades e argumentos, Maria Mikkas, a gaja da história, vai espirrando tal é a alergia dela à matéria e ao tempo.

Dois dias depois Maria Mikkas, a gaja da história, cai de cama doente e nos braços do fim.

Moral da História: A Filosofia é um cancro manhoso.

quinta-feira, maio 18, 2006

Biánca

De facto...eu quero que a biánca seja a responsavel por todas as nossas bebedeiras a partir de agora!
Sem biánca não há noite....! E que belas noites passamos com elas.

OOOOH biáncas! Voltem para nós!

quarta-feira, maio 17, 2006

Biánca


Noites sem biáncas são noites brancas...














temos sem duvida de repetir.... ;)